Um dos fenômenos mais relevantes dessa expansão é o aumento da participação feminina. Entre 2023 e 2025, o número de mulheres que concluíram provas de corrida cresceu 286%, superando o crescimento masculino no mesmo período, que foi de 239%.
Levantamentos da Ticket Sports e da ChronoMAX indicam que 2024 foi o “ano da virada”, quando as mulheres se tornaram maioria nas inscrições pela primeira vez.
A evolução da participação feminina mostra essa mudança:
Apesar de dominarem o volume total de corredores, a presença feminina ainda diminui conforme a distância das provas aumenta. Em provas curtas, as mulheres são maioria absoluta, mas ainda representam uma parcela menor nas maratonas.
Na Maratona do Rio 2025, por exemplo, as mulheres representaram 52% dos inscritos no evento, mas apenas 29% dos atletas na distância completa de 42 km.
Resistência e desempenho
Mesmo sendo minoria nas maratonas, estudos biomecânicos indicam que o desempenho feminino se aproxima progressivamente do masculino em distâncias mais longas.
O relatório da ChronoMAX, divulgado em 2026, aponta que a diferença média de ritmo entre homens e mulheres em maratonas é de aproximadamente 10%, indicando um nível de resistência bastante equilibrado entre os gêneros.
Especialistas apontam, no entanto, que barreiras estruturais ainda limitam a presença feminina nas distâncias mais longas.
Pesquisas acadêmicas publicadas em 2025 indicam que 50,2% das corredoras afirmam não se sentir seguras treinando sozinhas, enquanto 59,9% relatam ter sofrido algum tipo de assédio durante a prática esportiva. A dificuldade de conciliar treinos intensos com responsabilidades domésticas e maternidade também aparece como um fator que reduz a permanência feminina nas maratonas.