Para milhares de corredores ao redor do mundo, o calendário esportivo ganha um significado especial a partir de fevereiro. É nesse período que se abre a chance de participar de uma das provas mais disputadas do planeta: a Maratona de Nova York. A edição de 2026, marcada para 1º de novembro, terá um peso simbólico ainda maior ao celebrar meio século do tradicional trajeto que atravessa os cinco distritos da cidade.

Nem sempre foi assim. Quando surgiu, em 1970, a prova se limitava a voltas no Central Park. Seis anos depois, uma mudança histórica redesenhou o evento: a largada passou para Staten Island e o percurso passou a conectar Brooklyn, Queens, Bronx e Manhattan. A partir dali, nasceu o modelo que transformou a maratona em referência global — e que agora completa 50 anos.
Com esse prestígio consolidado, conquistar uma vaga se tornou um verdadeiro desafio. Em 2025, mais de 200 mil atletas tentaram a sorte no sistema de sorteio organizado pela New York Road Runners, número que representou crescimento expressivo em relação ao ano anterior. No fim das contas, apenas uma pequena parcela conseguiu a tão sonhada confirmação, com chances que giram em torno de 2% a 3%.
Nem mesmo o caminho pelos índices técnicos tem sido simples. No último ciclo, atletas precisaram superar em mais de 13 minutos o tempo oficial de suas categorias para garantir presença sem depender do sorteio, evidenciando o alto nível de exigência da prova.
Diante desse cenário, os primeiros meses do ano se tornam decisivos para quem planeja cruzar a linha de largada em Nova York. Além do sorteio, ainda existem opções como as vagas vinculadas a projetos beneficentes e os pacotes oferecidos por operadoras credenciadas no Brasil. Para muitos corredores, é nesse período que começa, de fato, a jornada rumo às ruas mais famosas da maratona mundial.