O desempenho histórico do queniano Sebastian Sawe na Maratona de Londres voltou a colocar os holofotes sobre uma revolução silenciosa — e cada vez mais decisiva — no atletismo de elite: o peso dos tênis de corrida. Ao completar os 42,195 km em 1h59min30s e se tornar o primeiro atleta a quebrar a barreira das duas horas em uma prova oficial, Sawe teve como aliado direto o Adidas Adizero Adios Pro Evo 3, modelo que lidera hoje a corrida tecnológica da indústria esportiva.

Pesando apenas 97 gramas, o Adios Pro Evo 3 não é apenas o mais leve entre os supertênis disponíveis no mercado — ele representa um novo patamar de engenharia aplicada à performance. O feito chama atenção quando comparado a outros modelos de elite utilizados por corredores de alto nível ao redor do mundo. Na mesma prateleira, aparecem opções como o ASICS Metaspeed Ray (129g), o Mizuno Hyperwarp Pure (137g) e o tradicional Nike Vaporfly 4 (169g), todos ainda significativamente mais pesados.
A lista dos 12 tênis mais leves do mercado reforça o quanto cada grama passou a ser tratada como diferencial competitivo. Modelos como o On Cloudboom Strike LS e o Puma Fast-R Nitro Elite 3 aparecem empatados com 170g, seguidos pelo ANTA C10 Pro 2 (184g), Brooks Hyperion Elite 5 (195g) e Saucony Endorphin Elite 2 (199g). Fecham o ranking o Xtep 160X 7.0 Pro (207g), o Li-Ning Feidian 6 Elite (209g) e o Hoka Cielo X1 3.0 (213g).

A diferença pode parecer pequena à primeira vista, mas, em provas de longa distância, cada grama retirada do calçado representa economia de energia acumulada ao longo de milhares de passadas. É justamente nesse ponto que o modelo utilizado por Sawe se destaca. O Adizero Adios Pro Evo 3 é o primeiro da Adidas a romper a barreira simbólica dos 100 gramas, incorporando a espuma Lightstrike Pro Evo, que reduz o peso em quase 50% em relação às versões anteriores, sem comprometer o retorno de energia.
Outro aspecto técnico decisivo está na geometria do calçado. Com 39 milímetros de altura no calcanhar e um drop de apenas 3 milímetros, o modelo oferece uma corrida mais próxima do solo, favorecendo eficiência biomecânica e transições mais rápidas — características essenciais para quem busca performance extrema.
O avanço tecnológico, no entanto, não vem sem custo. O modelo chega ao Brasil em agosto com preço sugerido de R$ 4.999, posicionando-se como um produto de nicho, voltado principalmente para atletas de elite e corredores de alta performance. No mercado internacional, o tênis é vendido por cerca de US$ 500, geralmente em edições limitadas.
Desde o lançamento da linha Adizero Adios Pro Evo, em 2023, os resultados acumulados ajudam a explicar o investimento: atletas patrocinados pela Adidas já quebraram três recordes mundiais, venceram 30 grandes corridas de rua, conquistaram seis maratonas e estabeleceram sete recordes nacionais, além de um recorde olímpico.
O feito de Sebastian Sawe em Londres reforça uma tendência clara: no cenário atual do atletismo, talento e treinamento continuam sendo fundamentais, mas a tecnologia — especialmente a que está nos pés — passou a ter papel decisivo na redefinição dos limites humanos.